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  • EUBAC: “A digitalização dos nossos edifícios pode ser um facilitador crucial e urgente da eficiência energética”

    A digitalização nos edifícios como elemento facilitador da eficiência energética é o mote que dá forma às recomendações feitas pela associação europeia do setor de sistemas de automação e controlo de edifícios, EU.BAC, no âmbito da revisão da Diretiva europeia para a Eficiência Energética. O período de consulta pública do documento comunitário terminou a 9 de fevereiro e a nova versão da lei deverá ser adotada pela Comissão Europeia no segundo trimestre de 2021.

    Para a EU.BAC, a legislação comunitária precisa de ser atualizada para responder às ambições europeias de reduzir em 55 % as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 e de alcançar os objetivos da descarbonização e digitalização. Nesse sentido, durante o período de consulta pública, a associação apresentou um conjunto de sugestões a Bruxelas que incide em nove artigos da diretiva, entre definições, metas, aspetos relacionados com compras públicas ou auditorias energéticas.

    A abordagem aos edifícios públicos é um dos temas que merece mais recomendações da parte da EU.BAC, começando pela meta definida para a taxa de renovação anual fixada em 3 %. “Este objetivo, que pode ser muito baixo para o setor privado, é, seguramente, inadequado para o setor público”, escreve a associação, que propõe ainda a eliminação de exceções para estes edifícios e a obrigatoriedade de requisitos para a instalação de sistemas de automação e controlo “nos edifícios públicos a todos os níveis”. “A instalação obrigatória de soluções de automação e controlo de edifícios em edifícios públicos é a chave para motivar a mudança de comportamento dos utilizadores finais”, justifica.

    A associação europeia aponta também as auditorias energéticas e a implementação de sistemas de gestão de energia como “uma das melhores formas de alcançar melhorias rentáveis na eficiência energética de consumidores finais”, nomeadamente das empresas. Todavia, para a entidade, os países da União têm falhado na execução deste potencial, em virtude do incumprimento dos mínimos definidos pela atual diretiva (Artigo 8.º), o que tem “resultado em auditorias de baixa qualidade”. Posto isto, para a nova versão que se aproxima, a EU.BAC defende uma maior atenção para a obrigatoriedade das auditorias energéticas, assim como para a respetiva implementação das medidas de melhoria identificadas e criação de incentivos financeiros para o efeito através dos mecanismos de recuperação e resiliência.

    Entre os apelos do setor, destaca-se ainda o papel dos serviços energéticos, que deverão ser “um elemento obrigatório em projetos de renovação” para entidades públicas ou edifícios que excedam determinada capacidade de energia nominal efetiva.

    Por fim, os mecanismos financeiros para alavancar a eficiência energética são também alvo de considerações pela EU.BAC. “Mais deve ser feito para explorar totalmente o potencial” dos mecanismos previstos, que, “embora estejam muitas vezes disponíveis, não chegam aos seus alvos”, alerta a entidade, que recomenda uma melhor comunicação dos apoios disponíveis através de campanhas de sensibilização. 

    Mais informação, aqui.

  • Sistemas GTC
    abril 2021